As cortinas se abriram.
Que pensei?
Que a vida inteira seria sonhada?
Ainda que fosse bom, o suficiente não é o bastante, ainda mais quando gera dor de ouvido; entretanto, não pertenço aos exageros, viver com o pouco e buscar esse muito que só em pequenos frascos existe, em doses certeiras e curtidas, curtas, sortidas, sim, isso sim.
Esse é o caminho do meu sonho, abri os olhos, escolho viver.
O clima é propício para tal decisão, até chegar no caminho das águas topo com cores e formas abstratas para todos os lados.
Música ressonando a todos os gostos e tipos de ouvidos, boa música da alma.
Essa manha, esse dia, presenciou o meu sorriso mais quente de verão em véspera de inverno.
Cheguei a ele. Ele foi construído,mas soa como natural.
Assisto a movimentos de vela e vez em quando algumas chapam na horizontalidade salina.
Muito vento, pássaros improvisam mudanças de rotas em milésimos de segundos.
Será que estes fazem planos?
Pois se o fazem, o que eu duvido, hão de ser super flexíveis, não?
Envergam o dedão.
Agora o sinto mais do que nunca, o meu desejo mais louco de sanidade, enfim estou livre, posso dizer um ¨EU TE AMO¨ carregado de ¨é puramente o que eu sinto¨.
E o medo foi-se embora.
Obrigada por existir, não há definição para tudo isso e, tenho a sorte de poucos mortais.
Barcenossa 26/11/09
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