Vícios do mundo. Dá vida.
Ali na praça ¨jaz¨o corpo do mendigo ¨vivo¨.Sentado no chafariz, ele reparte seus restos de pães duros com pombos também famintos.
Não distante dali, dois olhares se encontram. Uma moça tão alta, mas tão alta cruza o caminho desse rapaz, que também, de tão alto, só poderiam corresponder olhares em feixe reto se olhassem para frente, e claro, um para o outro. Sorriram e se foram e direções opostas.
Nas margens de uma universidade, ainda ali perto, um grupo de 3 pessoas discutem com fervor sobre qualquer coisa.
Dois meninos, uma menina.
Um dos meninos escuta um assovio que lhe traz vida, sai do trâmite da conversação e olha ao céu, reconhece, é ¨Guns N´ Roses¨.
Vira para traz, a vê sorrindo e assoviando. Se encontraram.
Não me pergunte como, saíram dali de mãos dadas, sorrindo outro tipo de sorriso.
Na mesma marginal universitária, um velho arrasta seu poodle, quase enforcando-o.
O poodle quer urinar, se posiciona para isso e cada vez que faz de tudo para estar parado em posição, o rabugento do dono sem olhar pra traz o arrasta mais e mais.
O poodle apesar de desconcertado continua a sorrir para seu véio.
Na roda de cachaça, ali na latitude dos latidos berrantes, 3 pretos véios sem nenhum dente na boca são os que mais sorriem em todo o raio do tal bairro.
Ela o espanca todas as noites. A mulher de um destes.
Um ciclista passa a pedaladas ligeiras por ¨ali¨, avistou um traveco num corpo de mulher, gira a cabeça, a guia da bike vai junto (para o lado oposto do olhar) e o pneu rala na guia: Ele cai, o traveco cospe.
Enquanto ela termina seu sanduíche de mortadela e queijo cottage, assisti ao jogo de futebol das crianças, na mesma praça onde está a universidade.
Ao som de Bob Dylan, o prazer é imensurável.
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