Alcancei as raízes outra vez; embaixo dum teto sem fim e d'outro sem paredes, me refugío no frio.
Brinco com a solidão.
Os pássaros ainda cantam, mas, que horas são?
O sol já se pôs, o frio se instalou, achei que tinha fome, descobri, já sabia, na verdade, queria você.
Que vontade de vumitar.
Palavras mal tragadas, mal desenhadas e esse bando de hipócritas aí dentro, no quentinho.
Me recuso a entrar, agora sou eu, o frio, a brisa maritma e o rebento de minha existência.
Ainda que destine para(r) mim (n)um fim fácil, também recuso.
Recuo, não deste sentimento, pois solto fumaça pelas narinas, inverno?Ha, não.
As turbinas falham e estou a deriva do desconhecido.
-É tudo o que eu tenho, as turbinas falham, a beira do desconhecido.
Ontem no porto haviam pares. Formatos em sorrisos, me encheu, alegria
Fotográfo o momento com olhos de águia.
Na esquina, hoje, captei desencontro, não há de ser mau com tanta cegueira nesse vai e vem de maré humana em seus casulos artificiais.Tão pouco há de ser natural essa merda toda.
Mãos geladas, meus dedos não podem mais, minha alma deságua.
Me restou a telepatia, da voz, os surdos ocupados não se interam.
Diferente de ontem, não vou sentir nenhum entusiasmo, nenhuma emoção de montanha russa.
A queda livre nem sempre é escolha e "o que vai vai, o que vem vem".
Teletransporte para anestesia curandeira, me dê!
Abraçando desconhecidos, posso tentar recuperar restícios de minhas partes pequenas, pequena para este mundo.
Pequena e frágil como isca de pescador.
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