Eu preciso te falar...
O deserto foi inundado num pântano e o meu desespero era estar aqui e ali ao mesmo tempo.
Pobre do tempo.
Confuso deve estar, tenta agradar, não sabe por onde, vai margeando beiras incomuns.
Preciso te contar:
Não sei em quem você pensa.
Sou ruína mal tratada, sou existência falha, um ¨bebum¨ sórdido e sujo que vive nas esquinas das coincidências.
É, eu preciso amamentar ações, tive delírios na noite longa, estar aqui, estar ali, estar, não estar, estive dopada, e ainda sim doeu.
Maus olhos teus, me ilustram princesa guerreira, não passo de um pedaço de carne se encaixando no mundo moribundo.
Você pode enxergar isso?
Contos de fadas re-contados como lixos de carochinha.
Venha para a lama do meu quintal, não se assuste ao se dar conta que o cenário sai caminhando de fininho e rápido, só sobra, a sobra do todo que resta.
Minha alma ferve.
Barcelona 24/11/09
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