No agudo da noite
cada um sabe o porquê de se deixar um lar.
Entre sonhos, possibilidades e conforto, escolhi o nulo num dia vago.
A dor dói, a dor dói.
Sim, sentimentos captam pensamentos aéreos planando em existências qual queres.
Madrugada, companheira.
Palavras, impetuosas, não me rumam, orientam, desorientar.
Fumaça. Acabou-se o cigarro, sobraram pacotes, malboros, lights, silvers, detesto.
Quero liar, fazer o meu prazer, o tabaco no pacote, o papel, o filtro, liando pensamentos, tragá-los, expeli-los, ter paz.
Acordo sensações, sonhos raros, lembro de tudo.
Há sentido, melhor não buscá-los, sentir-los, sim, sentir-los.
Acordo, me acaricio, sou ordinária, pele e osso, a pele se larga, se alarga a cada dia, um dia apenas serei pó.
Me violento, não sou diferente do mundo, me v i a o l e n t o.
Sinto, me toco, a sutil fraqueza epitelial, serei pó, pó.
Ossos, sinto, fumei a retardar, vínculos sociais; acordo, que nojo, estou podre, tragando minha natureza em ruínas.
Vento, me tome, leve os pensamentos, as saudades, porque o inverno me traz desespero e o meu equilíbrio anseia em desmembrar-se.
Introspecção, proteção, renovação, a
Medo, medo, caos, geração futurista.
Sou repetitiva e repentista.
Será a memória útil ou um pudor do absurdo?
Que presente. Navegando aqui, imagino: cada palavra, trago, o misto da fraqueza com a força que torna a nossa inspiração possível. Obrigado.
ResponderExcluirAleleô
ResponderExcluirdemoro mas vc achou uma forma de presentear-nos com tuas palavras, parabéns linda .Ai q saudade doce...pelo menos sei q pude contribuir em algo,pelo menos com folhas brancas, algo inspira mais?? beiijao mais q grande. Ana