Ninguém dá passagem, todos querem passar.
As vias estão abertas, basta apenas se alertar.
Se a dúvida é grande, a vontade se supera.
Se há chuva lá fora, aqui dentro me espera.
Na espreita vou me achando, a cada um sou eu.
Reclamações que clamam, chamam e eu vou dizendo adeus.
Sinto, mas me vou, aqui não devo mais pertencer.
Uma vez que vim de lá, ainda há muito a aprender.
Dói como choro de toxinas, gargalo da gargalhada a fio.
Sim eu sou de lá, disso eu não duvido nem poderei duvidar.
Diga que me ama, mas saiba que eu vou.
Aqui não pertenço, nem ti pode o que for.
Minhas mãos estão alheias assim como o meu intento.
Devaneios de minha mente estarão sempre presentes.
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