Mais uma noite fria e você nos meus sonhos.
Incessante presença.
Em multifaces te percebo, indiferente é você a mim, nos sonhos...
Desperto, não sei o que você busca.
Não importa, mas faz diferença.
Não espero nem quero, ser a única estrela ¨retínica¨ sua.
Não acredito em exclusividade é um tratamento falho.
Enquanto olho para os lados, muitos brilham, milhares de formatos.
É como uma noite de reggae no verão cálido de uma praia virgem.
Milhares de cores, cheiros, descobertas e essências puras.
Não posso buscar um sentido.
Desde que nasci sou sinestésica, creio que antes de nascer também o era.
Por isso, assim sigo me cumprindo... Ou seja, sem sofrimento...
Aceito!
Sim, posso casar.
Me dê o seu dedo, vamos rir juntos dos nossos e nos abraçar, nos perder em nossas frágeis carnes.
Até que restem dedos e nada, senão, tudo.
Vivemos, juntos.
Agora e sempre, nunca.
Sem anéis, compromisso, religião, crenças, ou o que quer que seja.
Olha, ninguém fará por mim, milagres são devaneios inconsistentes quando somente desejados, uma vez que são queridos, buscados, se possibilitam ser vividos.
Me prove com o seu olhar, troquemos essa experiência.
Brinquemos de espelho, eu me vejo em você, você em mim.
Assim nos lembraremos que não somos quem pensamos, muito menos quem vemos a olhos orgânicos.
Não espero nem quero.
Nem nada, nem tudo.
Um instante e tudo é nada e nada é tudo.
Consigo fazer me compreender?
Não é o intento.
Já foi um dia.
Me cansei.
Não é arrogância.
Já foi desespero.
São tentativas uma a uma de desprendimento.
Não exijo, não espero.
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