Não sei o que me dá...
Às vezes, não sei o que me dar.
Os questionamentos atropelam o “bom” senso e ao me sentir viva por indagar, me perco no claro/escuro da busca sem fim.
Penso que se eles não houvessem, não estivessem – os questionamentos- eu estaria morta, mais uma sonâmbula a pairar acorrentada.
No entanto, enfrentar estes monstros impregnados no ser, ao mesmo tempo que é bom, é mau.
Mau por ser difícil, mas quem/o que disse que fácil seria?
E gostaria eu que o fosse?
Não, quero enfrentar; esses dias, tardes e noites; necessários para o meu sentido maior, melhor.
Um dia como já foi e outros como serão... Muitos, mas vivendo e aprendendo, não?
Ou será morrendo e aprendendo?
Morrer do ser construído outrora, no âmbito do que não se vê, não se sente, não se sabe... Para se despertar o que se quer, o que serve, o que se vale.
Hoje morro, amanhã, não sei.
Não será o céu azul a me fazer sorrir e sim dias ruidosos e cinzas a brilhar.
BCN
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